🔥 OFERTA RELÂMPAGO: 50% OFF no Plano Premium — só hoje!
EmpresasSP
InícioNotíciasJúri de PMs no caso Gritzbach começa nesta segunda; defesa diz que não houve devida apuração de outros investigados
Voltar para notícias G1

Júri de PMs no caso Gritzbach começa nesta segunda; defesa diz que não houve devida apuração de outros investigados

Publicado em 22 de junho de 2026
Júri de PMs no caso Gritzbach começa nesta segunda; defesa diz que não houve devida apuração de outros investigados

Caso Gritzbach escancarou o envolvimento de policiais com facções Arte/g1 O júri popular dos policiais militares acusados de participar do assassinato do delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) Antônio Vinícius Gritzbach começa nesta segunda-feira (22) no Fórum Criminal de G

Caso Gritzbach escancarou o envolvimento de policiais com facções Arte/g1 O júri popular dos policiais militares acusados de participar do assassinato do delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) Antônio Vinícius Gritzbach começa nesta segunda-feira (22) no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo. O julgamento tem duração prevista de cinco dias, com as sessões começando sempre às 10h. Três réus respondem ao processo: Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva, todos presos. Eles são acusados de homicídio qualificado pela morte de Gritzbach e do motorista Celso Araujo Sampaio de Novais, além de duas tentativas de homicídio, já que outras pessoas ficaram feridas no episódio. A defesa defende a inocência dos três e diz que "houve um direcionamento investigativo voltado à sua incriminação, sem a devida apuração de fatos e circunstâncias envolvendo outros investigados." Segundo a defesa, "todos estavam na região de Osasco e Cotia, nenhum em Guarulhos". (Leia mais abaixo.) Gritzbach foi morto com tiros de fuzil na área de desembarque do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em 8 de novembro de 2024. O motorista, que não o conhecia, foi atingido por um disparo durante o ataque e morreu. Caso Gritzbach: a ‘Caixa de Pandora’ Antes de ser executado, o empresário havia delatado ao Poder Judiciário um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro envolvendo criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV) e policiais corruptos. Em troca, receberia o benefício da redução da sua pena caso fosse condenado por lavagem de dinheiro para as facções. LEIA TAMBÉM: Como o caso Gritzbach escancarou o envolvimento de 27 policiais de SP com o PCC e CV O julgamento dos policiais será conduzido pelo juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, da Vara do Júri de Guarulhos, e contará com a atuação dos promotores de Justiça Vania Caceres Stefanoni e Rodrigo Merli Antunes. Ao todo, 21 testemunhas devem ser ouvidas durante o processo, entre acusação e defesa. Como funciona o júri popular O Tribunal do Júri começa com o sorteio dos jurados: 25 pessoas são convocadas, e sete são escolhidas para formar o Conselho de Sentença, responsável por decidir pela condenação ou absolvição dos réus. Depois da leitura do processo, são ouvidas as testemunhas de acusação e realizados os interrogatórios dos acusados. Em seguida, acusação e defesa apresentam seus argumentos em debates que podem durar horas, com possibilidade de réplica e tréplica. Ao final, os jurados se reúnem para votar os quesitos de decidir se condenam ou absolvem os réus. Em seguida, o juiz define a dosimetria da pena e profere a sentença com base na decisão do Conselho de Sentença. Os PMs Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva serão julgados pelo Tribunal do Júri Reprodução 21 testemunhas Os promotores Vania Caceres Stefanoni e Rodrigo Merli Antunes arrolaram nove testemunhas de acusação. Entre elas estão duas pessoas que estavam no terminal, foram baleadas e sobreviveram ao tiroteio; a viúva do motorista de aplicativo Celso Novais; os oficiais que participaram do Inquérito Policial Militar (IPM); Danilo Silva Lima, motorista e segurança particular de Vinicius; a delegada Luciana Peixoto, responsável pela investigação na Polícia Civil; e o perito responsável pelo relatório pericial que sustentou a denúncia. As defesas dos réus indicaram 12 testemunhas, sendo uma delas comum ao Ministério Público. Outros réus O réu Kauê do Amaral Coelho, conhecido como "Jub" ou "Jubileu" e apontado como o "olheiro" está foragido. A defesa apresentou recurso e o processo foi desmembrado. Outros dois réus, Diego dos Santos Amaral, conhecido como "Didi", e Emilio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como "Cigarreira", "João Cigarreiro", "Bill" ou "Pai", apontados como mandantes do crime, também estão foragidos. Segundo o processo, eles não foram citados nem constituíram defesa, motivo pelo qual a ação em relação aos dois permanece suspensa. O que diz a defesa "A defesa de Fernando Genauro, Denis e Ruan reitera que os três acusados, desde o primeiro momento, negam qualquer participação no homicídio de Antônio Vinicius Gritzbach e sempre sustentaram que houve um direcionamento investigativo voltado à sua incriminação, sem a devida apuração de fatos e circunstâncias envolvendo outros investigados. Após a deflagração de investigação conduzida pela Polícia Federal para apurar a atuação de policiais civis supostamente vinculados ao crime organizado, os policiais civis Fábio Baena e Eduardo Monteiro foram presos temporariamente em 13 de dezembro de 2024, por determinação judicial, após representação da própria Polícia Federal. Na ocasião, aparelhos celulares foram apreendidos e dados armazenados em nuvem passaram por análise pericial especializada. As perícias realizadas pela Polícia Federal identificaram elementos considerados relevantes para a investigação. Entre eles, consta que, em 11 de novembro de 2024, Eduardo Monteiro promoveu a reinicialização de seu aplicativo de mensagens. No dia seguinte, 12 de novembro, providenciou a exclusão de todas as gravações do sistema DVR de sua residência. Já em 22 de novembro de 2024, utilizou o aparelho celular de sua esposa para realizar pesquisas relacionadas à possível prisão de Mateus e Kaue. Kaue foi apontado como olheiro do crime, que estava dentro do aeroporto de Guarulhos. Já o mandado de prisão de Mateus, foi inserido no Banco Nacional de Mandados de Prisão apenas no dia 26 de novembro, sendo cumprido apenas em 9 de dezembro. A defesa dos policiais trata essa evidência como um grande indicativo da participação de Eduardo Monteiro no homicídio. Como Monteiro sabia da existência de Mateus? A única possibilidade seria ele saber quem executou Gritzbach. O crime ocorreu às 16h04, segundo as câmeras do aeroporto, aproximadamente 30 minutos após o fato Fabio Baena e Eduardo Monteiro se comunicam por chamada de áudio. Após às 16h45, Fabio Baena bloqueia o contado do advogado Ahmed Hassan Saleh, o 'Dr. Mudi', que possuía ligações estreitas com os policiais ora investigados e foi gravado em ligação oferecendo R$ 3 milhões pela morte de Vinicius Gritzbach. As investigações evidenciam ainda preocupação de Baena e Eduardo Monteiro com a repercussão jornalística do caso, trocando mensagens com links de reportagens sobre o caso. Os três acusados serão defendidos pelos advogados Claudio Dalledone Junior, Renan Canto, Mauro Ribas, Renato Soares, Nayara Thibes e Taynara Sturaro." Gritzbach: por que 3 investigações apuram ligaçao de delator com policiais e facções Segurança reforçada O Fórum de Guarulhos terá um esquema especial de segurança para o julgamento. Para garantir a integridade dos trabalhos e das pessoas envolvidas no julgamento, a presidência do tribunal determinou a suspensão das audiências de outros processos ao longo do período. A medida foi adotada de forma preventiva. Durante os dias do júri, o fórum passará por um bloqueio temporário, com circulação restrita às pessoas diretamente ligadas ao caso. Segundo o tribunal, o objetivo é limitar o trânsito de testemunhas e partes de outras ações, reduzindo riscos de interferências ou contatos indevidos. O esquema contará com apoio de grupos táticos da polícia, que atuarão em conjunto com o policiamento rotineiro no monitoramento e na proteção das dependências do prédio. O controle de acesso também será reforçado. A sala do júri tem capacidade para 80 pessoas e será ocupada apenas por magistrados, promotores, advogados, réus, jurados e servidores do tribunal. Não será permitida a entrada de público sem vínculo direto com o julgamento. Fonte: G1 SP — [Leia a matéria completa](https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/06/22/juri-de-pms-no-caso-gritzbach-comeca-nesta-segunda-defesa-diz-que-nao-houve-devida-apuracao-de-outros-investigados.ghtml)
Compartilhe
Gostou desta matéria? Compartilhe com sua rede.